Como foi ser um Estagiário de Dados?
Estagiei em uma coordenação multidisplinar ligada diretamente a tomada de decisão, que vinha
aos poucos implementando na instituição a cultura de ser
orientada por dados,
a
governança de dados
e a
automação de dados.
O modelo de acesso aos dados tornou-se insustentável devido ao gargalo de tempo entre o "dado"
e a "informação", a baixa capacidade de processamento do hardware disponível e a possibilidade de
erro humano,
já que a maior parte era manual.
Estavam ainda mais motivados porque durante um estudo proposto pela presidência que tinha
assumido, os dados direcionaram a insights que culminaram na
Nova Lei da Assistência à Saúde,
buscando aprimorar a qualidade e a acessibilidade dos serviços de saúde oferecidos pelo
Ipsemg.
Com a equipe tendo maior expertise no negócio fiquei responsável por planejar e construir a
infraestrutura que iniciaria
essa jornada, desde configurar um servidor Linux para compartilhamento de arquivos e pastas via
protocolo
Samba
à
soluções amigáveis para analistas com e sem conhecimento em linguagens de
programação e SQL
,
passando por serviços rodando em containers
Docker
e alguns deles com imagens personalizadas, como:
-
Apache Airflow
com
R
já que existiam transformações com regras de negócio complexas escritas nessa
linguagem de programação,
e não fazia sentido reescrever em
Python.
-
RStudio Server
com base em
rocker/rstudio
para acesso facilitado via navegador web e independência dos requisitos da
máquina do usuário.
-
Node.js
para a
API Self-Service BI
e o
Dicionário de Dados.
-
NGINX
para
proxy reverso
e
load balancer.
Para os
dashboards
usamos o
Power BI,
e como as fontes eram locais, configuramos um
Windows Server
para disponibilidade do
Power BI Gateway.
Havia outra pessoa focada em criar e manter as
visualizações, mas aprendi
Power Query
e a
Linguagem M
para entender como aconteceria o consumo dos dados.
Inicialmente nosso foco foi apoiar os responsáveis pelo levantamento e
acompanhamento dos dados requeridos na
Ajuda de Custo do Ipsemg,
baseada na
Resolução Conjunta COFIN/IPSEMG Nº 002
e na
Lei 22.257/2016,
que estabele metas e indicadores que devem ser cumpridos para o pagamento de uma verba
destinada a auxiliar os servidores públicos do Estado de Minas Gerais em suas despesas de
transporte e alimentação.
Com o tempo contemplamos 4/5 metas pactuadas com
pipelines de dados,
desde a ingestão até a visualização, e
soluções amigáveis
de extração desses dados para comprovação junto a
Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (SEPLAG)
,
sendo três de responsabilidade da
Diretoria de Saúde (DISA)
e uma da
Diretoria de Políticas de Saúde (DIPS).
E esses dados são usados também para a tomada de decisão assertiva
quanto as auditorias de procedimentos e no gerenciamento do
Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP).
Em paralelo trabalhamos com
pipelines de dados
para o
Portal de Dados Abertos do Estado de Minas Gerais
em parceria com a
Controladoria-Geral do Estado (CGE),
o
Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG)
e o
Planejamento Estratégico 2023-2026
do
Ipsemg.
Como colaboração e transferência de conhecimentos pude treinar outros estagiários e analistas
sobre nossa infraestrutura e tecnologias que muitas vezes tinham tido pouco ou nenhum contato.
Nos reunimos com a coordenação que exercia o mesmo papel que a nossa na
Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG)
para trocar aprendizados dos desafios de se trabalhar com os dados provenientes da metodologia
Diagnosis-Related Groups (DRG),
um sistema de classificação que agrupa pacientes atendidos em instituições hospitalares
de forma coerente, do ponto de vista clínico ou cirúrgico, com base nos recursos consumidos
durante o período de internação.
Agradeço ao
Ipsemg
pela oportunidade de iniciar de forma prática minha jornada de transição de carreira,
possibilitando a experimentação e descobertas. Foi a minha primeira experiência de estágio,
e por isso está
grifada
em minha história.
Obrigado pela leitura.